Consórcio imobiliário: entenda como funcionam os grupos

Dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) demonstram essa tendência. Somente de janeiro a outubro de 2018, o número de participantes ativos da modalidade cresceu quase 7% em comparação ao mesmo período de 2017.

Mesmo com a popularização e o crescimento do consórcio, muitas pessoas têm dúvidas sobre a modalidade. ‘Recebemos clientes que buscam informações sobre como funcionam os grupos, ofertar um lance e também qual o crédito mais indicado para o perfil de investimento’, afirma Tatiana Schuchovsky Reichmann, diretorasuperintendente da Ademilar Consórcio de Investimento Imobiliário, empresa pioneira no setor no Brasil.

A empresa acaba de lançar o grupo 630, com créditos que variam entre R$ 100 mil e R$ 175 mil e primeira assembleia prevista para fevereiro. O grupo conta com a opção de pagamento de parcelas reduzidas até a contemplação, quando os valores serão recalculados. ‘Ao adquirir uma cota, o consorciado passa a integrar um grupo e contribui mensalmente para a formação de um fundo comum. As parcelas não têm juros e a correção anual é feita pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), o que mantém o poder de compra’, explica a executiva.

O consorciado pode ser contemplado por meio de sorteio, realizado pela Loteria Federal, ou por lance. Após a contemplação, o valor fica aplicado até o momento da compra. ‘O grupo recém-lançado pela Ademilar permite o uso do crédito para compra de imóveis residenciais e comerciais, terrenos e também para construção ou reforma.

Além disso, o consórcio é uma opção inteligente de investimento, possibilitando renda extra com o aluguel do imóvel adquirido por meio da modalidade’, finaliza Tatiana.

No primeiro dia do ano entrou em vigor o novo limite máximo do valor do imóvel que pode ser adquirido utilizando recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). O teto, anteriormente de R$ 950 mil, nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo e no Distrito Federal, passou agora a R$ 1,5 milhão.

A medida, anunciada pelo CMN, permite ao trabalhador consorciado novas opções de compra da casa própria. No sistema de consórcios, os trabalhadores podem utilizar o saldo do FGTS para oferta de lance ou como complemento da carta de crédito; com o objetivo de adquirir imóvel residencial pronto ou em construção; ou, após contemplação, para amortizar o saldo devedor, pagar parte das prestações ou liquidar o saldo devedor.

Fonte: Casa e Construção, Destaque, Especial